Empresários da Comunidade Muçulmana de Sofala entregam propostas à COTE e defendem resultados concretos para os cidadãos

O sector empresarial da Comunidade Muçulmana da província de Sofala entregou as suas contribuições à Comissão Técnica (COTE) do Diálogo Nacional Inclusivo, numa sessão dirigida pelo Presidente da COTE, Edson Macuácua. A iniciativa enquadra-se no processo de recolha de propostas para a construção de consensos sobre reformas legislativas.

Na apresentação das contribuições, o representante dos empresários da Comunidade Muçulmana de Sofala, Ismail Harun, defendeu que “a paz, estabilidade política e boa governação e o fortalecimento do sector privado constituem pilares fundamentais para a construção de um país mais próspero, inclusivo e competitivo.”

Entre as principais preocupações apresentadas constam a necessidade de melhorar o ambiente de negócios, reduzir a burocracia, simplificar procedimentos administrativos e investir em infraestruturas estratégicas. Os empresários defenderam igualmente uma maior descentralização económica e administrativa para permitir que as províncias assumam um papel mais activo no seu desenvolvimento.

Durante a sua intervenção, Ismail Harun destacou o potencial da província de Sofala e a sua capacidade de superar adversidades, afirmando que “a experiência de Sofala demonstra que, mesmo perante desafios complexos, é possível reconstruir, crescer e prosperar quando existe diálogo, liderança com premisso a uma visão clara para o futuro.” Na ocasião, sublinhou que “o diálogo nacional só alcançará o seu verdadeiro significado se for acompanhado por resultados concretos da vida dos cidadãos.”

Ao receber as contribuições, o Presidente da COTE, Edson Macuácua, agradeceu a participação dos empresários da Comunidade Muçulmana de Sofala e afirmou que “Moçambique só poderá ser o Moçambique que todos nós queremos com a participação de todos, do governo, da sociedade civil, do setor privado, da academia. Todos juntos implementando uma agenda nacional de paz, de estabilidade, de reconciliação e de desenvolvimento.”

O Presidente da COTE referiu que as contribuições foram recebidas numa fase importante do processo, marcada pelo encerramento da auscultação pública. De acordo com Macuácua, “o processo de auscultação pública foi um processo bastante enriquecedor em que colhemos contribuições da sociedade civil, do sector privado, da academia, dos partidos políticos representando o pluralismo e a diversidade que caracteriza a sociedade moçambicana.”

No encerramento do encontro, o Presidente da COTE assegurou que as contribuições apresentadas serão consideradas nas etapas seguintes do processo, sublinhando que muitas das preocupações levantadas pelos empresários da Comunidade Muçulmana de Sofala refletem desafios e aspirações partilhados por diferentes sectores da sociedade moçambicana.