A Brigada da Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo realizou, no dia 04 de Abril de 2026, uma sessão de auscultação pública no Posto Administrativo de Dacata, distrito de Mossurize, província de Manica, com o objectivo de recolher contribuições da população sobre a revisão constitucional, reformas da justiça, eleitoral e da governação. Durante o encontro, os participantes destacaram a necessidade de reduzir o tempo de divulgação dos resultados eleitorais, melhorar os serviços públicos e garantir maior inclusão económica das comunidades locais.
No âmbito do plano constitucional e da Reforma do Estado, registaram-se posições divergentes entre a manutenção e a mudança do sistema. Na Reforma da Justiça, foram levantadas preocupações relacionadas com a demora nos processos, custos elevados de caução e situações consideradas injustas. Quanto à Reforma Eleitoral, houve consenso na necessidade de reduzir o tempo de divulgação dos resultados.
No domínio da governação e Reforma Fiscal, os participantes defenderam a redução de algumas taxas e a retenção de parte das receitas ao nível local. Em matéria de Defesa e Segurança, foi solicitada a melhoria de meios e condições de trabalho para a polícia. Por sua vez, os líderes comunitários defenderam que determinados assuntos locais devem ser resolvidos ao nível comunitário, sem necessidade de intervenção policial.
Na Administração Pública e Despartidarização, foram apontadas dificuldades nos sectores da saúde e educação, com destaque para a falta de infra-estruturas, insuficiência de profissionais e desafios na gestão de recursos. Em relação à escolha dos administradores, prevaleceu a ideia da sua eleição, embora alguns participantes tenham defendido a nomeação.
Concernente aos Recursos Naturais, reforçou-se a necessidade de garantir benefícios directos para as comunidades e maior envolvimento dos cidadãos nacionais na sua exploração. Na Reconciliação e Unidade Nacional, surgiram preocupações relacionadas com a exclusão económica de membros de partidos da oposição, situação apontada como um entrave à unidade nacional. Na Inclusão Económica, destacou-se a importância de integrar os residentes locais, sobretudo os jovens, nos projectos de desenvolvimento.




