A Comissão Técnica (COTE) do Diálogo Nacional Inclusivo realizou, no dia 11 de Fevereiro de 2026, um encontro de nível político com os embaixadores da União Europeia (UE), no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano (CICJC), em Maputo. O encontro teve como objectivo a retoma e o reforço dos compromissos de cooperação, apoio e colaboração entre a UE e Moçambique, no âmbito do trabalho desenvolvido pela COTE, tendo em conta a importância do apoio directo de que a COTE tem beneficiado desde 2025.
A reunião contou com a participação dos embaixadores da União Europeia, Espanha, Itália, Portugal, Finlândia, Suécia, França e Irlanda, da encarregada de negócios da Embaixada da Alemanha, de conselheiros de Representação da UE, do chefe da equipa do Governo Estadual da UE, assim como de membros da (COTE).
O embaixador da União Europeia, Antonino Maggiore, na sua intervenção, destacou que a reunião permitiu um melhor conhecimento do estágio actual dos trabalhos da COTE, referindo que “a reunião nos permitiu receber informações sobre o estado do trabalho da COTE”, e seguiu dizendo que “é um processo totalmente moçambicano, liderado para moçambicanos, e nós respeitamos completamente o carácter moçambicano do processo. Como UE, nós apoiamos esse processo…”, acrescentou.
Ao concluir, Antonino Maggiore reafirmou o compromisso da UE e dos seus Estados-membros com a continuidade do apoio ao Diálogo Nacional Inclusivo, sublinhando que “a UE, Estados-membros, vamos continuar o nosso apoio e empenho de apoio a esse processo”.
Por sua vez, o vice-presidente da COTE, Alberto Ferreira, destacou o papel do diálogo como um instrumento central para a reconciliação nacional e o fortalecimento da democracia participativa, reiterando que “este diálogo nacional inclusivo é sempre um grande momento de reconciliação de todos os moçambicanos e é um espaço democrático onde cada moçambicano, cada cidadão, que faz parte, propõe as suas contribuições para que estas mesmas façam parte e se identifiquem com a lei moçambicana”.
Referindo-se ao carácter alargado e participativo do processo, Alberto Ferreira salientou que o diálogo assenta numa participação abrangente, explicando que “não se trata mais de dois actores, mas são de todos os actores, todos os partidos políticos e todos estão de maneira mais inclusiva possível e as portas deste processo estão sempre abertas para alguém individualmente, singularmente, colectivamente, proponha reais propostas”.




