A Comissão Técnica (COTE) para a materialização do Diálogo Nacional Inclusivo e o Movimento Moçambique Primeiro assinaram, no dia 15 de Dezembro de 2025, um memorando de entendimento numa cerimónia realizada no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano (CICJC), em Maputo.
O Movimento Moçambique Primeiro, de base religiosa e agregador de diferentes confissões em Moçambique, afirmou que a sua adesão ao processo reflecte a convicção de que a prosperidade individual está ligada ao bem-estar do país. “Se Moçambique está bem, então nós também estamos bem”, disse o reverendo Rodrigue Dango, sublinhando que, apesar das diferenças, as religiões partilham valores comuns, como a oração, a referência a uma divindade suprema e textos sagrados que apelam “ao amor, à solidariedade, à paz e ao diálogo”.
Segundo Dango, as comunidades de fé podem desempenhar um papel catalisador na promoção desses valores e no reforço da coesão social.
O presidente da COTE, Edson Macuácua, agradeceu a adesão do Movimento ao processo de concertação nacional e defendeu que a participação de organizações diversas, sobretudo religiosas, é determinante para o sucesso do diálogo. “Temos a mesma missão, os mesmos propósitos, os mesmos valores e a mesma visão”, apontou, ressaltando como objectivo a construção de “um Moçambique unido na diversidade”, com foco na reconciliação nacional, na coesão social e na recuperação da confiança dos cidadãos.
A assinatura do memorando insere-se nos esforços em curso para alargar a base de participação no Diálogo Nacional Inclusivo, num contexto marcado por desafios políticos, sociais e institucionais no país.





